Febeapá é uma expressão criada pelo grande Stanislaw Ponte Preta, pseudônimo de Sérgio Porto. Sérgio foi cronista, escritor, radialista e compositor. Seu trabalho era conhecido pelo humor e sarcasmo com que retratava as imbecilidades que acontecem nesse país de celenterados. Febeapá significa Festival de Besteiras que Assola o País. Era o termo que ele usava para designar as coisas que só aqui acontecem e, embora absurdas, são tidas como soluções. A ditadura era o principal alvo de Sérgio e grande colaboradora do Febeapá.
Sérgio era uma pérola nascida entre os porcos e, por isso, resolvi dar o nome de Febeapá a nova categoria de postagens do Blog. Evidentemente, o imitador não tem a pretensão de ser tão brilhante quanto o criador. Quero apenas homenageá-lo. Para quem deseja ter uma idéia do teor do Febeapá, aqui vão alguns exemplos do que esse gênio, morto dois anos antes de meu nascimento, enquadrava nessa categoria.
"‘Os jornalistas deveriam apanhar da polícia não só durante a passeata, mas antes também. Eles são incapazes de reconhecer o valor da polícia. Os fotógrafos, por exemplo, nunca fotografam os estudantes batendo no policial."
Declaração feita pelo Secretário de Segurança de Minas Gerais, coronel Joaquim Gonçalves.
"A mini-saia era lançada no Rio e execrada em Belo Horizonte, onde o Delegado de Costumes (inclusive costumes femininos), declarava aos jornais que prenderia o costureiro francês Pierre Cardin (bicharoca parisiense responsável pelo referido lançamento), caso aparecesse na capital mineira ‘para dar espetáculos obscenos, com seus vestidos decotados e saias curtas’. E acrescentava furioso: ‘A tradição de moral e pudor dos mineiros será preservada sempre’. “
Um deputado estadual – Lourival Pereira da Silva – fez um discurso na Câmara sobre o tema "Ninguém levantará a saia da Mulher Mineira.”





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